O Ciúme

 
 
Olá, o texto não é meu…mas achei interessante por isso partilho-o com vocês.
 
O ciúme desgasta as relações, farta…  sinal de desconfiança, é insultuoso.
 
O ciume mata o amor, mata a criança livre que vive dentro de nós, instala-se o medo, com o receio de fazer algo que desagrade!
 
Mulheres, não permitam, não o sejam…
 
O amor quer-se dado de livre vontade e não exigido.
 
 
 
 
 
Ciúme: um sinal de alerta
O sempre muito discutido e complexo sentimento de amor sempre é acompanhado de um outro sentimento agregado que é o de cuidado, de zelo para com a pessoa amada. Quem verdadeiramente ama, quem quer bem, cuida para que a pessoa amada se sinta realmente bem, acolhida, querida, respeitada. É um sentimento de alteridade, isto é, voltado para o outro (alter) e não para si mesmo. É querer o bem do outro pelo outro e para o outro. Uma distorção deste zelo e que, curiosamente tem sua origem etimológica ligada à ele, é o sentimento de ciúme que vem do latim zelumem e do grego zelus. Esta confusão de palavras leva muita gente, principalmente os de origem latina, a apresentar um certo cultivo deste desagradável sentimento, chegando, mesmo, a encará-lo como uma prova de amor. Mas, se analisarmos mais detalhadamente o ciúme, podemos perceber, logo de início, que não se trata de um sentimento voltado para o outro, mas sim voltado para si mesmo, para quem o sente, pois é, na verdade, o medo que alguém sente de perder o outro ou sua exclusividade sobre ele. É um sentimento egocentrado, que pode muito bem ser associado à terrível sensação de ser excluído de uma relação. O normal, mais comum, é a pessoa sentir-se enciumada em situações eventuais nas quais, de alguma forma, se veja excluído ou ameaçado de exclusão na relação com o outro. Em um grau maior de comprometimento emocional, quando há uma instabilidade neurótica ou de auto-afirmação, a pessoa pode apresentar-se como ciumento. Neste caso, a sensação permanente de angústia e instabilidade, a insegurança em relação à si mesmo e ao outro, além da fragilidade da relação afetiva, podem levar à pessoa a manter um permanente "estado de tensão", temendo ser traído ou abandonado. Qualquer sinal do outro pode significar algo e a angústia da dúvida corrói a alma de quem é ciumento. Em uma terceira situação, ainda mais grave sob o ponto de vista de comprometimento do psiquismo, podem ocorrer situações delirantes em que, a desconfiança do ciumento cede lugar a uma certeza infundada de que está mesmo sendo traído ou abandonado. O pensamento delirante muitas vezes toma conta de todo o psiquismo e atinge níveis insuportáveis de tensão interna. Paralelamente a este SENTIR ciúme, podemos avaliar a FORMA DE REAGIR perante este sentimento. Para a pessoa supostamente saudável, o sentir-se enciumado a leva a questionar-se sobre este sentimento; chega a compartilhar com o outro este sentir e pode tirar daí algumas conclusões importantes sobre sua forma de ser. Já o ciumento, que pode até não ter muita ciência deste seu sentimento, permanece em vigília o tempo todo, tenso, aflito, tomando atitudes algo destemperadas, sempre procurando uma forma de confirmar suas suspeitas. Isto pode ir de um soturno ato de vasculhar bolsas e bolsos, checar ligações telefônicas e até seguir ou mandar seguir o outro pelas ruas em busca de provas de sua infidelidade. Suas reações no dia-a-dia são geralmente agressivas, acusadoras, desconfiadas, causando um grande mal-estar na relação. O terceiro tipo, o chamado ciúme patológico, também conhecido como "Síndrome de Otelo", em referência ao personagem shakespeariano que sofria deste mal, pode levar a pessoa a cometer atos de extrema agressividade física, configurando aqueles casos que recheiam as crônicas policiais de suicídios e homicídios passionais. Enquanto os casos mais brandos de ciúme podem ser uma manifestação de má estruturação da auto-estima, os intermediários refletirem estados neuróticos, os casos da "Síndrome de Otelo" são, indiscutivelmente causados por patologias psiquiátricas graves, as chamadas psicoses ou, ainda, por problemas neuro-psiquiátricos como os diversos tipos de disritmia cerebral descritas na Medicina. De qualquer forma, o complexo sentimento de ciúme, longe de ser aquele "condimento" que torna a relação amorosa mais "apetitosa", é um sentimento que leva, via de regra, ao sofrimento de quem o sente e, principalmente, de quem padece nas mãos de um ciumento desconfiado e agressivo. O ciúme é, em última análise, um SINAL DE ALERTA! É uma "luz vermelha" que se acende no painel da vida, indicando que algo está falhando. Seja em um ou no outro, seja na relação, algum "ruído" está denunciado pelo ciúme. Quanto mais intenso e menos controlável, maior o problema. Quanto maior a intensidade desse sentimento, mais estaremos ultrapassando os limites da normalidade, para, aos poucos, podermos ser devorados por uma obsessão capaz de destruir qualquer relacionamento. Deixar passar isto tudo em branco, leva-nos a mal comparar com aquela terrível experiência do acidente aéreo na região metropolitana de São Paulo em que o piloto, segundo alguns comentários iniciais, teria ignorado os sinais emitidos por um dos alertas por considerá-lo sem importância. O RESULTADO TODOS NÓS SABEMOS…
 
 
Autor: Eduardo Ferreira Santos
 
 

Um pensamento sobre “O Ciúme

  1. As poucas primaveras que tenho, permitem-me abusar do "escrevinhar" deste asunto que não sinto, por isso, simplesmente simples, "escrevinho": não existe ciúme mas sim é só. parvoeira… sentido de posse.Se é isso, então nada a fazer.Só sinto ciúme qd quero mimar e ela diz que não lhe apetece… ai que raiva :)Gosto de sentir o mundo a olhar para a minha amada e pq não! Se ela um dia tiver que ir em busca de um novo caminho é porque eu NUNCA fui capaz de faze-la ficar, logo nunca foi minha, mas sim eu era "todo" dela. Quanto a isso nada a fazer, amamos livremente uns vivem de paixão em paixão outros vivem da razão. Continuo a achar que, não entendemos onde inicía a liberdade do outro, assim a confiança foge-nos. SouBuéDaFeio

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