Malagueta na boca…

Malaguetas para os mentirosos…

 

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"A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer". Li isso em algum lugar que não me recordo agora. Não vou usar aqui a mentira como vilã para falar dela. A vilania está nas intenções, das mentiras e, muitas vezes, também das verdades. Mas a frase acima dá um tratamento um tanto benevolente demais a um recurso que não é dos mais nobres. “

 

Quem nunca usou uma mentirinha na vida que atire a primeira pedra, principalmente quando foi o caso de salvar a própria pele ou a pele de quem se gosta. O grande problema da mentira é que, ao se contar a primeira, vamos precisar de mais umas mil para sustentá-la, para que não nos desacreditem. Então é um artifício extremamente trabalhoso para ser usado com frequência.

 

Há mentiras lindas, maravilhosas, que nos fazem sonhar, que nos deixam felizes. A esse tipo de mentiras alguns preferem chamá-las de ilusões. Não importa o termo, uma ilusão não deixa de ser uma mentira para fertilizar os sonhos. Importa é admitir que, se servem para tornar alguém mais feliz, elas não são tão vilãs assim. Só não podem ser descobertas, porque aí a produção de suas fascinantes irrealidades vai se transformar numa produção de terríveis realidades. E ainda vai obrigar a verdade a mostrar a sua cara feia, embora digna.

Os mentirosos ou ilusionistas devem cuidar para não deixar qualquer rasto que possa exterminar com suas tão eficazes mentiras.

 

Somos todos vitimas delas…

 

Certas mentiras, quando descobertas, são capazes de suprimir o chão e modificar toda uma vida. Quanto a perdoar ou não perdoar uma mentira, penso que seja uma questão de foro íntimo. Fica a critério de cada um, de seus juízos de valor e das importâncias atribuídas a factos ou pessoas. Há limites para tudo e cada um sabe onde é o seu. O que é de facto muito triste é quando as mentiras se repetem ao ponto de comprometer o que há de mais fundamental em qualquer relação de afecto: a confiança.

Por essas e outras, sempre achei que a verdade, mesmo não sendo tão artificialmente bela e confortável como certas mentiras, dá menos trabalho.

 

"O castigo do mentiroso não é ficar desacreditado, mas sim não poder

  acreditar em ninguém".  Bernard Shaw.

 

Vivem-se ilusões e o pior é que somos arrastados para elas…

 

Prefiro a verdade, nua e crua.

 

 

 

 

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